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20/11/2025- Por que, em 2025, ainda precisamos do Dia da Consciência Negra?

  • Foto do escritor: Angelo Mota
    Angelo Mota
  • 20 de nov. de 2025
  • 2 min de leitura
Criar consciência é transformar condições de existência, não apenas reconhecer desigualdades - Agência Brasil
Criar consciência é transformar condições de existência, não apenas reconhecer desigualdades - Agência Brasil

O feriado não é apenas uma data no calendário ou uma oportunidade de emendar o fim de semana. É um lembrete necessário de que a igualdade racial plena ainda é um objetivo, não uma realidade conquistada. Enquanto houver desigualdade com cor definida, o 20 de Novembro continuará sendo essencial.


1. A desigualdade econômica ainda tem cor definida

Dados mais recentes do IBGE mostram que trabalhadores pretos e pardos recebem, em média, pouco mais de 50% do salário de trabalhadores brancos em cargos semelhantes. A probabilidade de uma pessoa negra concluir o ensino superior segue sendo aproximadamente a metade da de uma pessoa branca na mesma faixa etária.


2. A violência letal escolhe vítimas pela cor da pele

Mais de 75% das pessoas mortas em ações policiais são negras. Um jovem negro tem quase três vezes mais chance de ser assassinado do que um jovem branco. Não se trata de casos isolados, mas de um padrão estrutural recorrente.


3. O racismo do dia a dia não desapareceu – só ficou mais “educado”

Comentários sobre cabelo, tom de pele, “bonito para negro”, piadas em grupos de mensagens, olhares desconfiados em lojas de shopping e currículos com nomes considerados “de preto” que raramente recebem retorno ainda fazem parte da rotina de milhões de brasileiros.


4. Os espaços de poder continuam majoritariamente brancos

A população negra representa 56% dos brasileiros, mas menos de 30% dos parlamentares no Congresso se declaram pretos ou pardos. Nas maiores empresas do país, executivos negros no topo das hierarquias não chegam a 5%. Na televisão, na publicidade e no audiovisual, a presença negra ainda é, na maioria das vezes, simbólica ou estereotipada.


5. A maior fake news nacional segue viva: “No Brasil não existe racismo, só classismo”

Essa frase é repetida para silenciar quem denuncia o racismo. O fato é que pobreza e negritude andam juntas no Brasil: os mais pobres são majoritariamente negros e os mais ricos, majoritariamente brancos. Ignorar a dimensão racial da desigualdade é uma forma eficaz de mantê-la intacta.


6. Conquistas recentes ainda são ameaçadas

Cotas raciais nas universidades, enquadramento da injúria racial como crime de racismo e a própria instituição do feriado nacional do 20 de Novembro foram frutos de décadas de luta. Hoje, ainda há ações no STF e projetos no Congresso que tentam retroceder esses avanços. Sem memória ativa e mobilização constante, perdemos terreno.


Em resumo

O Dia da Consciência Negra não é apenas homenagem a Zumbi dos Palmares ou celebração do passado. É um alerta anual – e urgente – de que o racismo não virou museu. Ele atualizou o vocabulário, aprendeu a usar terno, algoritmo e discurso “politicamente correto”, mas continua produzindo desigualdade, violência e exclusão.

Enquanto a desigualdade tiver cor, a consciência negra seguirá sendo indispensável.

 
 
 

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