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20/11/2025- Distrito Guararapes: entenda a polêmica concessão que pretende reerguer o coração de Santo Antônio

  • Foto do escritor: Angelo Mota
    Angelo Mota
  • 20 de nov. de 2025
  • 2 min de leitura
Projeto prevê mudanças no bairro de Santo Antônio, Centro do Recife (Divulgação)
Projeto prevê mudanças no bairro de Santo Antônio, Centro do Recife (Divulgação)

O Centro do Recife pode estar prestes a viver sua maior transformação em décadas. A Prefeitura, em parceria com o BNDES, avança com o projeto Distrito Guararapes, uma concessão de 30 anos à iniciativa privada para recuperar uma área nobre, porém deteriorada, do bairro de Santo Antônio – exatamente o trecho entre as pontes antigas e a Avenida Guararapes.


Área do projeto

São cerca de 18 hectares (35 quarteirões) que vão da margem do Capibaribe até a Praça da Independência (a famosa “Pracinha do Diário”). Inclui ruas históricas como Rua do Sol, Avenida Martins de Barros e o próprio calçadão da Guararapes.

O que a concessionária vai fazer

  • Recuperar e modernizar 14 edifícios abandonados ou em processo de falência (a prefeitura fará a desapropriação antes).

  • Entregar perto de 870 apartamentos populares (padrão MCMV) para repovoar o centro.

  • Reformar praças, calçadas, orla do rio, iluminação, fiação subterrânea e segurança com câmeras.

  • Reabrir a Avenida Guararapes para veículos comuns (hoje só passa BRT) e criar ciclovias.

  • Manter tudo isso limpo e funcionando por três décadas.

Valor estimado das obras: R$ 317 milhões (parte vem do poder público como contraprestação, parte do investidor privado).


Como a iniciativa privada ganha dinheiro

A empresa que ganhar a licitação vai poder:

  • Vender os apartamentos populares;

  • Alugar lojas e espaços comerciais nos térreos;

  • Explorar estacionamentos e publicidade na área.

Em troca, assume todos os custos de manutenção do espaço público pelo período da concessão.


Cronograma

  • Consulta pública terminou no início de novembro de 2025;

  • Audiência pública já aconteceu;

  • Agora o projeto depende de aval final do Tribunal de Contas do Estado (TCE-PE);

  • Se aprovado, edital sai em 2026 e obras começam no ano seguinte.


O lado bom

  • Recupera patrimônio degradado sem onerar tanto o cofre público;

  • Traz moradia acessível para o centro (combate o esvaziamento noturno);

  • Aumenta segurança e movimento comercial;

  • Modelo parecido já funcionou em São Paulo (Nova Luz) e Porto Alegre (Cais Mauá, em fase inicial).



 
 
 

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