12/11/2025- Posto de Gasolina em Recife é Denunciado por Exigir Uniforme Inadequado a Funcionárias
- Angelo Mota
- 12 de nov. de 2025
- 2 min de leitura

Um posto de combustíveis na capital pernambucana está no centro de uma polêmica após denúncias de que obriga suas colaboradoras a usarem cropped e legging como uniforme padrão. A prática, segundo relatos, tem causado constrangimento, exposição desnecessária e até situações de assédio no ambiente de trabalho.
O que dizem as funcionárias
Ex-trabalhadoras e clientes afirmam que a vestimenta é imposta como regra interna, sob risco de advertência ou demissão. O modelo top curto que deixa a barriga à mostra e calça colada ao corpo seria justificado pela empresa como forma de “padronizar a equipe”, mas na prática gera olhares indiscretos e comentários ofensivos, principalmente de motoristas do sexo masculino.
“É desconfortável o dia todo. A gente se sente em exposição, como se o trabalho fosse atrair cliente e não abastecer carro”, relatou uma ex-funcionária, sob anonimato.
Histórico de casos semelhantes
O caso não é isolado. Em agosto de 2025, uma frentista de Santos (SP) conquistou na Justiça do Trabalho R$ 23,2 mil em indenização por danos morais após ser obrigada a usar apenas legging no expediente. O juiz entendeu que a exigência configurava assédio sexual institucional e exploração da imagem feminina para fins comerciais.
Comparativo de Casos | Santos (SP) – 2025 | Recife (PE) – 2025 |
Uniforme exigido | Legging exclusiva | Cropped + legging |
Impacto relatado | Assédio de clientes e chefia | Constrangimento e objetificação |
Desfecho judicial | Indenização concedida | Em apuração inicial |
Base legal | CLT + Lei de Assédio Sexual | Investigação em andamento (MPT) |
O que diz a lei
A Constituição Federal (art. 5º) e a CLT garantem o direito à dignidade no trabalho. Uniformes que sexualizam ou expõem o corpo de forma desproporcional podem ser enquadrados como:
Assédio moral e sexual (Lei 13.718/2018)
Abuso do poder diretivo do empregador
Discriminação de gênero
O Ministério Público do Trabalho (MPT) já orienta que roupas de trabalho em postos de gasolina devem priorizar segurança, conforto e neutralidade.
Próximos passos
O caso ganhou repercussão nas redes sociais e pode chegar ao MPT de Pernambuco. Especialistas alertam que, se comprovadas as irregularidades, o estabelecimento poderá ser multado, obrigado a alterar o uniforme e pagar indenizações às vítimas.









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