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06/01/2026- Porto de Galinhas: Comerciantes preocupados com queda no turismo após episódios de violência

  • Foto do escritor: Angelo Mota
    Angelo Mota
  • 6 de jan.
  • 2 min de leitura
Comerciantes temem que fatos recentes afastem turistas de Porto de Galinhas | Foto: Felipe Ribeiro/Folha de Pernambuco 
Comerciantes temem que fatos recentes afastem turistas de Porto de Galinhas | Foto: Felipe Ribeiro/Folha de Pernambuco 

O início do ano em Porto de Galinhas, um dos destinos mais procurados do litoral pernambucano, tem sido marcado por apreensão entre moradores e comerciantes. Dois episódios graves de violência envolvendo turistas, ocorridos entre o final de dezembro de 2025 e os primeiros dias de 2026, geraram repercussão nacional e provocaram uma redução visível no movimento da praia durante a alta temporada.


Os incidentes que abalaram o destino

O primeiro caso ganhou grande repercussão no dia 30 de dezembro de 2025, quando um casal de turistas de Mato Grosso foi agredido por barraqueiros na praia central. A confusão começou por causa de uma divergência sobre o valor cobrado por cadeiras e guarda-sol – inicialmente acordado em R$ 50 e depois elevado para R$ 80 – além de suposta exigência de consumação mínima. Vídeos do espancamento viralizaram nas redes sociais, levando à identificação de envolvidos pela Polícia Civil e à interdição temporária da barraca responsável.

Em resposta imediata, a Prefeitura de Ipojuca publicou decreto que proíbe consumação mínima obrigatória e cobranças abusivas nas barracas da orla, com ameaça de cassação de alvará em caso de reincidência. A medida visa coibir práticas que já vinham sendo denunciadas há anos.

Já no dia 4 de janeiro de 2026, um novo episódio chocou o destino: o turista Rafael Ventura Martins, de 32 anos, natural de São Paulo, foi morto a tiros dentro de um restaurante na orla durante uma discussão entre clientes motivada por ciúmes. O crime, que não envolveu moradores locais, segue sob investigação, com o suspeito ainda foragido.


Impacto imediato no movimento

Nos primeiros dias de 2026, especialmente no Réveillon e no dia 1º de janeiro, a praia registrou movimento bem abaixo do esperado. Barracas e quiosques ficaram com grande parte das cadeiras vazias, e condutores de jangada relataram procura reduzida. A repercussão negativa nas redes sociais levou a relatos de cancelamentos de reservas e boicotes por parte de potenciais visitantes.

Embora tenha havido sinais de recuperação no fim de semana dos dias 3 e 4 de janeiro, com maior presença de banhistas, o novo caso de homicídio pode intensificar o receio dos turistas. Comerciantes ouvidos relatam que o turismo representa a principal fonte de renda da região e temem que a imagem negativa se prolongue por semanas ou meses.

“É a alta temporada, época em que a gente mais trabalha. Esses casos isolados acabam prejudicando todo mundo”, comentou um vendedor ambulante à imprensa local.



Medidas para recuperar a confiança

Autoridades municipais e estaduais anunciaram reforço no policiamento ostensivo e maior fiscalização nas barracas e estabelecimentos comerciais. O secretário de Turismo de Ipojuca tem destacado ações para preservar a imagem do destino, conhecido mundialmente pela beleza natural e hospitalidade.

Apesar dos episódios, muitos moradores e profissionais do trade turístico reforçam que os casos são pontuais e que Porto de Galinhas continua sendo um local seguro e acolhedor para a maioria dos visitantes.

A situação segue em evolução, e especialistas recomendam que quem planeja viajar acompanhe as atualizações oficiais e avaliações recentes de turistas que estiveram no local nos últimos dias.

 
 
 

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