05/01/2026- Trump reafirma que EUA estão “no comando” da Venezuela após captura de Maduro
- Angelo Mota
- 5 de jan.
- 2 min de leitura

Presidente dos EUA defende administração temporária do país, com foco na recuperação do setor petrolífero, enquanto ex-líder venezuelano aguarda audiência judicial em Nova York
Caracas/Washington — O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a afirmar neste domingo (5) que os EUA estão “no comando” da Venezuela, dois dias após a operação militar americana que resultou na captura do ex-presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores.
A ação, realizada na madrugada de 3 de janeiro em Caracas, envolveu forças especiais americanas que neutralizaram defesas aéreas venezuelanas e prenderam Maduro em sua residência. O casal foi transferido para os Estados Unidos, onde deve comparecer a tribunal federal em Nova York nesta segunda-feira (6), enfrentando acusações de narcotráfico, lavagem de dinheiro e cooperação com grupos classificados como terroristas.
“Estamos no comando”, diz Trump
Em declarações feitas a jornalistas e em postagens nas redes sociais, Trump reiterou que os Estados Unidos assumirão a gestão provisória do país até que haja uma “transição segura”. O presidente americano enfatizou a necessidade de restaurar a produção petrolífera venezuelana — uma das maiores reservas mundiais — e atrair investimentos americanos.
“Estamos no comando agora. Vamos consertar o país e depois faremos eleições justas”, declarou Trump, acrescentando que não descarta novas ações militares caso o governo interino não coopere plenamente.
Posição mais moderada do governo americano
O secretário de Estado, Marco Rubio, adotou tom mais cauteloso, esclarecendo que Washington não pretende uma ocupação permanente. Segundo ele, os EUA manterão o embargo petrolífero existente e pressionarão por reformas, mas trabalharão com autoridades locais remanescentes para combater o narcotráfico e reestruturar o setor energético.
Situação interna na Venezuela
Na Venezuela, a vice-presidente Delcy Rodríguez assumiu interinamente o comando e oscilou entre críticas à “agressão imperialista” e sinais de disposição para diálogo com os EUA. Fontes indicam que Rodríguez já conversou com Rubio e demonstrou abertura para cooperação, embora exija a libertação imediata de Maduro.
Caracas permaneceu relativamente calma neste fim de semana, com comércio parcialmente fechado e presença militar americana limitada. Analistas alertam para risco de resistência armada por parte de grupos leais ao chavismo e milícias conhecidas como “colectivos”.
Repercussão internacional
A operação gerou condenações em diversos países. Cuba confirmou a morte de 32 assessores seus durante os combates, enquanto governos da América Latina e Europa questionaram a legalidade da intervenção unilateral, sem aprovação do Congresso americano ou aval da ONU.
Especialistas apontam implicações globais: alta nos preços do petróleo, instabilidade regional e precedentes para ações semelhantes em outros países. Trump mencionou México, Colômbia e até Cuba como possíveis alvos se não cooperarem no combate ao tráfico de drogas.
A situação segue em desenvolvimento rápido, com impactos econômicos e diplomáticos ainda incertos.









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