06/08/2026- Pernambuco registra mais guardas municipais do que policiais civis, segundo pesquisa nacional
- Angelo Mota
- há 9 minutos
- 2 min de leitura
Um levantamento do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) indica que Pernambuco já conta com mais guardas municipais do que policiais civis em atividade. Segundo a segunda edição do Raio-X das Forças de Segurança Pública do Brasil, o estado possui 6.111 guardas distribuídos em 98 municípios, enquanto a Polícia Civil registra 4.326 agentes em 2025.
A pesquisa combina dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), da Pesquisa de Informações Básicas Municipais (Munic) do IBGE e do Diagnóstico Nacional das Guardas Municipais, da Secretaria Nacional de Segurança Pública. O documento destaca que as guardas municipais vivem o maior processo de expansão desde sua criação e passaram a atuar de forma cada vez mais presente na segurança pública.
O relatório também identifica quatro municípios pernambucanos que mantêm efetivos acima do limite previsto no Estatuto Geral das Guardas Municipais: Ipojuca (417 guardas, limite de cerca de 297), Solidão (63 agentes, limite de 21), Xexéu (54, limite de 46) e Tamandaré (101, limite de aproximadamente 94). Os dados são de 2023 e foram informados pelos próprios municípios ao IBGE. Solidão, no Sertão, se destaca por ter exatamente o triplo do permitido para sua população estimada de 5.271 habitantes.
A legislação estabelece tetos proporcionais ao tamanho da cidade: até 0,4% da população em municípios com até 50 mil habitantes, 0,3% entre 50 mil e 500 mil, e 0,2% acima de 500 mil. No entanto, não existe órgão nacional responsável por fiscalizar o cumprimento desses limites. Em todo o país, 44 municípios ultrapassam os tetos.
Nacionalmente, as guardas municipais cresceram 12,9% em dois anos e chegaram a 107.457 agentes, superando a Polícia Civil (96.902). O FBSP observa que esse avanço ocorre em paralelo às dificuldades das polícias investigativas para recompor seus quadros e em meio à tramitação da PEC 18/2025, que propõe incluir as guardas no artigo 144 da Constituição como polícias municipais.
Os pesquisadores defendem que a expansão seja acompanhada de mecanismos de governança, como corregedorias independentes, ouvidorias autônomas, protocolos sobre uso da força, transparência e fiscalização permanente. Eles alertam que ampliar atribuições sem critérios nacionais mínimos de controle pode reproduzir problemas já observados em outras forças de segurança.


.png)
![[PMC]-BANNER_720X90PX_Brega-Bregoso---PORTAL-.png](https://static.wixstatic.com/media/adbcf8_a50efcbee498406fa3ee44a84096a51f~mv2.png/v1/fill/w_720,h_90,al_c,q_85,enc_avif,quality_auto/%5BPMC%5D-BANNER_720X90PX_Brega-Bregoso---PORTAL-.png)







Comentários