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29/03/2026- Feminicídio avança no Brasil e em Pernambuco: especialistas defendem formação de meninos para prevenir violência contra mulheres

  • Foto do escritor: Angelo Mota
    Angelo Mota
  • há 1 dia
  • 3 min de leitura

O Brasil fechou 2025 com 1.568 casos de feminicídio, segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública. O número representa um crescimento de 4,7% em relação ao ano anterior e é o mais alto desde que o crime foi tipificado, em 2015. Na prática, isso significa que, em média, quatro mulheres foram mortas diariamente por motivações ligadas ao gênero.


Em Pernambuco, a situação também piorou: o estado registrou 88 feminicídios ao longo de 2025, alta de cerca de 15,8% comparado a 2024. A taxa local ficou em 2,08 casos por 100 mil mulheres, acima da média nacional. A violência se concentra especialmente nas relações domésticas e afetivas.


Como ocorrem os feminicídios

Os dados oficiais mostram um padrão preocupante:

  • Quase 80% dos casos são praticados por companheiros atuais ou ex-parceiros;

  • A maioria acontece dentro de casa, onde deveria ser o espaço de maior segurança;

  • Mais de 60% das vítimas são mulheres negras;

  • Pequenos municípios são os mais afetados, muitas vezes por falta de estrutura de proteção e atendimento rápido.

Na imensa maioria dos registros, o agressor é homem. Além disso, a maior parte dos feminicídios não surge de forma repentina: geralmente faz parte de um ciclo que inclui agressões psicológicas, físicas ou morais anteriores.


Educação como estratégia de prevenção

Diante do aumento contínuo dos números, mesmo com leis importantes como a Maria da Penha e a tipificação do feminicídio, diversos especialistas defendem que é urgente investir em prevenção desde a base.

Uma das principais propostas é trabalhar a formação de meninos e jovens para construir uma cultura de respeito, consentimento e igualdade nas relações. A ideia é combater desde cedo ideias de posse, controle emocional e dificuldade em lidar com rejeição ou frustração.

Recentemente, os ministérios da Educação e das Mulheres publicaram portaria que prevê a inclusão de conteúdos sobre prevenção à violência de gênero nos currículos da educação básica. A medida busca atingir dezenas de milhões de estudantes e estimular uma educação mais consciente sobre direitos humanos e relações saudáveis.

Experiências como o Programa H, voltado para o público masculino, já indicam que intervenções bem estruturadas podem contribuir para mudar atitudes e reduzir comportamentos violentos em relacionamentos.


Ações necessárias em múltiplas frentes

Especialistas alertam, porém, que a educação sozinha não resolve o problema no curto prazo. É preciso combinar diferentes estratégias:

  • Reforçar a rede de proteção às vítimas (medidas protetivas, delegacias especializadas, abrigos e apoio psicológico);

  • Garantir investigações ágeis e punição efetiva dos responsáveis;

  • Melhorar o atendimento no interior do estado, onde os serviços são mais limitados;

  • Tratar fatores agravantes, como abuso de álcool, problemas de saúde mental e falhas no cumprimento de ordens judiciais.

Dados indicam que uma parcela significativa das vítimas já possuía medida protetiva no momento do crime, o que revela fragilidades na aplicação das leis.


Onde buscar ajuda

Se você ou alguém próximo vive situação de violência, não hesite em pedir socorro:

  • Ligue 180 – Central de Atendimento à Mulher (24 horas)

  • Ligue 190 – Polícia Militar

  • Procure a Delegacia da Mulher ou o serviço de assistência social mais próximo

Combater o feminicídio exige responsabilidade individual dos agressores, ação firme do poder público e mudanças culturais profundas. Educar novas gerações para o respeito é um investimento importante para o futuro, mas não dispensa a proteção urgente das mulheres que hoje correm risco.

 
 
 

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