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28/07/2026- Terremoto de magnitude 7,1 atinge o sul do Japão e deixa dezenas de feridos

  • Foto do escritor: Angelo Mota
    Angelo Mota
  • há 8 horas
  • 2 min de leitura

Repórteres acompanham o noticiário que mostra um grande terremoto e uma possível onda de tsunami de um metro no sul do Japão, a partir de um escritório em Tóquio, em 28 de julho de 2026 (ANDREW CABALLERO-REYNOLDS/AFP)
Repórteres acompanham o noticiário que mostra um grande terremoto e uma possível onda de tsunami de um metro no sul do Japão, a partir de um escritório em Tóquio, em 28 de julho de 2026 (ANDREW CABALLERO-REYNOLDS/AFP)

Um forte abalo sísmico de magnitude preliminar 7,1 sacudiu a prefeitura de Kumamoto, na ilha de Kyushu, no sul do Japão, nesta terça-feira (28). O tremor, registrado por volta das 16h27 no horário local (4h27 em Brasília), alcançou o nível máximo na escala de intensidade japonesa Shindo e provocou ferimentos, danos estruturais e um alerta temporário de tsunami.


Segundo a Agência Meteorológica do Japão, o epicentro ficou em área terrestre, a aproximadamente 10 km de profundidade. O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) revisou posteriormente a magnitude para 6,8. A intensidade máxima atingiu o grau 7 — o mais alto possível — em pontos de Kumamoto, com abalos fortes também sentidos em prefeituras vizinhas como Nagasaki, Fukuoka e Saga.


Pelo menos 50 pessoas precisaram de atendimento hospitalar. Um hospital na cidade de Yatsushiro recebeu cerca de 40 feridos. Relatos apontam pessoas presas em escombros de construções e em um shopping da rede Aeon Mall, em Kashima, onde houve colapso parcial de um andar e menções a um impacto ou explosão. Autoridades ainda avaliam a situação no local.


Os estragos incluem o desabamento de ao menos uma dezena de residências, incêndios, rachaduras em vias e pontes, um trem de carga descarrilado na estação de Yatsushiro e danos a muros de pedra do Castelo de Kumamoto. Cerca de 48 mil residências ficaram sem energia elétrica. Serviços ferroviários, incluindo o Shinkansen, foram interrompidos para inspeção, e o aeroporto de Kumamoto suspendeu operações na pista.


A primeira-ministra Sanae Takaichi anunciou a criação de uma força-tarefa para coordenar a coleta de informações, a avaliação dos prejuízos e eventuais operações de resgate. Ela confirmou a ocorrência de feridos, cortes de luz, focos de fogo e danos a infraestrutura, pedindo que a população se proteja e fique atenta a réplicas. Não foram detectadas anomalias nas usinas nucleares da região.


O alerta de tsunami, emitido para os mares de Ariake e Yatsushiro com previsão de ondas de até um metro, foi cancelado cerca de duas horas depois. Nenhum tsunami de relevância foi registrado. Especialistas recomendam cautela nos próximos dias devido ao risco de novos abalos.


A região de Kumamoto já enfrentou terremotos devastadores em 2016, que deixaram centenas de mortos e milhares de feridos. As autoridades japonesas seguem monitorando a situação e atualizando o balanço de vítimas e danos.

 
 
 

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