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26/08/2026- Servidor acusado de integrar “gabinete do ódio” deixa o governo de Pernambuco

  • Foto do escritor: Angelo Mota
    Angelo Mota
  • há 1 dia
  • 2 min de leitura
Amisadai Andrade da Silva foi exonerado do cargo em comissão de Superintendente de Operações da Arena de Pernambuco (Foto: Reprodução)
Amisadai Andrade da Silva foi exonerado do cargo em comissão de Superintendente de Operações da Arena de Pernambuco (Foto: Reprodução)

O jornalista Manoel Pires Medeiros Neto, que ocupava o cargo de assessor especial da governadora Raquel Lyra (PSD), pediu exoneração em agosto de 2025. A saída ocorreu um dia depois de o presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), Álvaro Porto, acusá-lo publicamente de comandar uma rede de ataques digitais contra parlamentares e instituições estaduais.


Segundo a denúncia apresentada em plenário, uma apuração da Superintendência de Inteligência Legislativa (Suint) da Alepe apontou Medeiros como autor de uma denúncia anônima enviada contra a deputada Dani Portela. O material teria sido preparado em uma lan house de shopping do Recife. Porto classificou a estrutura como “milícia digital palaciana” e afirmou que o chamado “gabinete do ódio” estaria ligado ao próprio gabinete da governadora.


Medeiros rebateu as acusações. Em nota, disse ter agido no exercício da cidadania ao denunciar possíveis irregularidades, fora do horário de trabalho, e alegou ter sido alvo de exposição ilegal e de tentativa de intimidação. No dia seguinte, formalizou o pedido de saída do governo por meio de carta.


Em maio de 2026, a Justiça de Pernambuco trancou o inquérito aberto pela polícia legislativa contra o jornalista por suposta denunciação caluniosa. O juiz da 13ª Vara Criminal da Capital considerou que a Suint extrapolou suas atribuições, já que os fatos não ocorreram nas dependências da Alepe, e determinou o arquivamento. Também foi concedido habeas corpus preventivo em favor de Medeiros. O Ministério Público estadual havia se posicionado no mesmo sentido.


O episódio se inseriu em um cenário de tensão política no estado, marcado por acusações mútuas envolvendo comunicação pública, perfis em redes sociais e o uso de recursos do governo. Tanto a gestão estadual quanto a oposição na Alepe negam práticas irregulares e atribuem as denúncias a disputas políticas.

 
 
 

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