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26/08/2026- Inundações repentinas na fronteira Nepal-Tibete deixam dezenas de mortos e centenas de desaparecidos

  • Foto do escritor: Angelo Mota
    Angelo Mota
  • há 2 dias
  • 2 min de leitura

Uma enxurrada súbita de água e lama atingiu na manhã desta quarta-feira (26) a região de Rasuwa, no norte do Nepal, próximo à fronteira com o Tibete. O fenômeno destruiu casas, estradas e pontes, deixando pelo menos 19 pessoas mortas e 384 viajantes desaparecidos, segundo balanços preliminares das autoridades nepalesas.


O Conselho de Turismo do país informou que, entre os desaparecidos, 291 são estrangeiros e 93 nepaleses. Na lista preliminar de turistas constam cidadãos da Índia (cerca de 105), Reino Unido (12), Malásia (17), África do Sul (4), Estados Unidos (3), além de australianos, holandeses e outros cujas nacionalidades ainda estão sendo confirmadas. Também há relatos de trabalhadores sul-coreanos de uma usina hidrelétrica entre os não localizados.


A área mais atingida inclui Syabrubesi, ponto de partida da popular rota de trekking de Langtang, e outras localidades usadas por peregrinos. Imagens divulgadas pela polícia mostram o rio Bhote Koshi transformado em torrente de lama, arrastando construções e veículos.


Do outro lado da fronteira, no posto de Gyirong (Tibete), a mídia estatal chinesa relatou “grandes perdas” e desaparecidos após uma colata de lama. O presidente Xi Jinping determinou a mobilização total de equipes de resgate.


Autoridades nepalesas apontam, de forma preliminar, que um terremoto de magnitude 4,4 registrado por volta das 8h37 (horário local) teria desencadeado uma avalanche de gelo e rochas. O material bloqueou o curso do rio a montante, provocando a inundação repentina. Não havia chuva intensa no lado nepalês no momento do desastre.


Equipes de busca e resgate, incluindo helicópteros do Exército, estão em operação, mas os níveis elevados de água dificultam o acesso a algumas áreas. Já houve dezenas de pessoas resgatadas. O número de vítimas e desaparecidos pode aumentar nas próximas horas, conforme as autoridades conseguem chegar às zonas mais isoladas.

Moradores de regiões ribeirinhas a jusante foram orientados a se deslocar para terrenos mais altos. A situação permanece sob monitoramento nos dois países.

 
 
 

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