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23/09/2025- Paciente infectado por superfungo deixa hospital no Recife, mas especialistas garantem segurança à população

  • Foto do escritor: Angelo Mota
    Angelo Mota
  • 23 de set. de 2025
  • 2 min de leitura
O superfungo Candida auris se prolifera quando o sistema imunológico está debilitado: transmissão por contato. FOTO: CDC/Divulgação (O superfungo Candida auris se prolifera quando o sistema imunológico está debilitado: transmissão por contato. FOTO: CDC/Divulgação)
O superfungo Candida auris se prolifera quando o sistema imunológico está debilitado: transmissão por contato. FOTO: CDC/Divulgação (O superfungo Candida auris se prolifera quando o sistema imunológico está debilitado: transmissão por contato. FOTO: CDC/Divulgação)

Em 22 de setembro de 2025, um homem de 33 anos, internado no Hospital Otávio de Freitas, em Recife (PE), com suspeita de tuberculose e diagnosticado com o superfungo Candida auris, saiu da unidade sem permissão. A Secretaria de Saúde de Pernambuco (SES-PE) informou que a situação não oferece perigo à população em geral, mas reforça a importância de medidas de controle em ambientes hospitalares.


Entendendo o Candida auris

O Candida auris é um fungo resistente a diversos antifúngicos, capaz de provocar infecções graves, como candidíase invasiva, especialmente em pessoas com saúde fragilizada. Descoberto em 2009 no Japão, ele se propaga em hospitais, principalmente em unidades de terapia intensiva, por meio de contato com superfícies contaminadas, como equipamentos médicos ou roupas de cama. No Brasil, os primeiros registros ocorreram em 2020, em Salvador (BA), com surtos também em estados como São Paulo e Minas Gerais.

Os sintomas incluem febre persistente, calafrios e alterações em exames laboratoriais, mas o fungo pode permanecer na pele sem causar infecção imediata, o que dificulta sua identificação. Em casos graves, a taxa de mortalidade pode variar entre 30% e 60%.


Por que a população não deve se preocupar?

De acordo com a SES-PE, o Candida auris tem baixa capacidade de disseminação fora de ambientes hospitalares. Indivíduos saudáveis raramente são afetados, já que o fungo atinge principalmente pacientes com fatores de risco, como:

  • Uso prolongado de medicamentos como antibióticos ou antifúngicos;

  • Sistema imunológico comprometido (ex.: pacientes em quimioterapia, com HIV ou transplantados);

  • Procedimentos invasivos, como uso de cateteres ou ventilação mecânica;

  • Condições crônicas, como diabetes ou doenças renais.

O infectologista Unaí Tupinambás, da Universidade Federal de Minas Gerais, explica que a transmissão fora de hospitais é extremamente improvável. Já a médica infectologista Thaís Guimarães, de São Paulo, aponta que o risco é maior em UTIs lotadas, onde o fungo encontra condições favoráveis para se espalhar.


Ações em curso

O Hospital Otávio de Freitas intensificou a limpeza e desinfecção da área onde o paciente estava internado. Não há registros de novos casos na unidade, e as autoridades de saúde estão trabalhando para localizar o paciente e oferecer acompanhamento. A Anvisa foi informada, e o monitoramento segue rigoroso para evitar a propagação.


Orientações à população

Não há motivo para alarme entre a população geral. Pacientes com condições de risco devem evitar o uso indiscriminado de antifúngicos e consultar médicos para orientações específicas. Nos hospitais, práticas como higienização frequente das mãos e uso de equipamentos de proteção são essenciais. O tratamento do Candida auris utiliza antifúngicos como equinocandinas, com testes para verificar a resistência do fungo.

A SES-PE, junto à Sociedade Brasileira de Infectologia, mantém a vigilância para conter possíveis surtos. Pessoas em grupos de risco devem buscar orientação médica, mas o cenário não exige preocupação generalizada.

 
 
 

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