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18/05/2026- Motos por aplicativo: o risco invisível entre o app e o asfalto no Grande Recife

  • Foto do escritor: Angelo Mota
    Angelo Mota
  • há 6 minutos
  • 2 min de leitura
Corridas por moto exigem atenção redobrada de passageiros e condutores no trânsito (Foto: Rafael Vieirs/DP Foto)
Corridas por moto exigem atenção redobrada de passageiros e condutores no trânsito (Foto: Rafael Vieirs/DP Foto)

O crescimento acelerado das corridas de moto por aplicativo no Grande Recife trouxe mais praticidade e economia para os usuários, mas também agravou um problema sério de segurança viária. Entre a pressão por rapidez imposta pelos aplicativos e as condições das ruas, existe um ponto cego que coloca condutores, passageiros e pedestres em risco constante.


Aumento de viagens e de tragédias

Plataformas como Uber Moto e 99 Moto registraram forte alta no número de corridas na região. Ao mesmo tempo, os acidentes com motocicletas não param de crescer. Apenas nos primeiros três meses de 2026, 95 pessoas morreram em sinistros envolvendo motos em Pernambuco — mais de uma morte por dia.

Na Região Metropolitana do Recife, as motos foram responsáveis por 77,7% das vítimas fatais de trânsito no período. Em 2024, no Recife, motociclistas e pedestres representaram 86% das mortes no trânsito, o maior índice da série histórica.


Os principais fatores do problema

  • Pressão por produtividade: muitos mototaxistas de app relatam a necessidade de fazer o máximo de corridas possível para garantir uma renda mínima, o que resulta em excesso de velocidade, ultrapassagens arriscadas e fadiga.

  • Regulamentação insuficiente: falta fiscalização específica sobre jornada de trabalho, treinamento obrigatório e condições dos veículos.

  • Falta de dados transparentes: não há números oficiais precisos sobre quantos entregadores e motoristas de app circulam diariamente na região e quantos acidentes envolvem corridas de aplicativo.

  • Riscos para o passageiro: muitos usuários andam na garupa sem capacete adequado ou qualquer tipo de verificação sobre o condutor.

O uso do celular, a pouca visibilidade das motos e as más condições do asfalto completam o cenário de alto risco.


O que está sendo feito e o que falta

Existem iniciativas como cursos de direção defensiva em parceria com a CTTU, mas a adesão ainda é limitada. Especialistas defendem medidas mais efetivas, como limite de horas diárias conectadas, treinamento periódico obrigatório, identificação clara dos veículos de app e maior presença da fiscalização.

Enquanto a conveniência dos aplicativos domina o dia a dia das ruas, a segurança continua sendo o grande ponto cego do modelo.

 
 
 

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