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17/07/2026- Setor produtivo de Pernambuco analisa os efeitos do novo tarifaço imposto pelos EUA

  • Foto do escritor: Angelo Mota
    Angelo Mota
  • há 7 horas
  • 2 min de leitura

Recife, 17 de julho de 2026 – A decisão dos Estados Unidos de aplicar uma tarifa adicional de 25% sobre diversos produtos brasileiros colocou o setor produtivo pernambucano em alerta. Representantes da indústria e do agronegócio avaliam os impactos econômicos da medida, que deve entrar em vigor no dia 22 deste mês.

De acordo com dados da Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (FIEPE), o estado exportou cerca de US$ 125 a 130 milhões para o mercado americano em períodos recentes. Estimativas preliminares indicam que entre 60% e 69% dessas vendas podem ser diretamente afetadas pela sobretaxa.


Produtos mais vulneráveis

Entre os itens com maior risco estão produtos do complexo sucroenergético (como açúcar), fruticultura irrigada do Vale do São Francisco (uvas e inhame), petroquímicos (chapas de PET), além de embarcações e sucos. Esses segmentos formam a base da pauta exportadora de Pernambuco para os EUA.

Embora a lista final de exceções tenha amenizado parte do impacto — beneficiando, por exemplo, café solúvel e mel orgânico —, setores como calçados, máquinas, vestuário e etanol seguem preocupados com a perda de competitividade.


Riscos para a economia local

Especialistas apontam possibilidade de redução significativa nas exportações, o que pode afetar a cadeia produtiva e gerar impactos indiretos em empregos. Em cenários anteriores mais graves, falava-se em perdas superiores a R$ 377 milhões para a economia pernambucana.

O presidente da FIEPE e outras lideranças do setor destacam a necessidade de diversificação de mercados e reforçam o diálogo com autoridades brasileiras e americanas para mitigar os efeitos. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) acompanha o tema em nível nacional.


Contexto da medida

O “tarifaço” faz parte de uma estratégia mais ampla do governo Trump e atinge milhares de produtos brasileiros. Graças a audiências públicas realizadas em Washington, cerca de 2.100 itens foram excluídos da taxação, o que evitou um impacto ainda maior sobre as exportações totais do Brasil para os EUA.

Empresas e associações americanas também manifestaram resistência à medida, alertando para o risco de aumento de preços aos consumidores e interrupções em cadeias produtivas binacionais.

 
 
 

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