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16/06/2026- El Niño pode chegar a Pernambuco a partir de julho: especialistas emitem alerta

  • Foto do escritor: Angelo Mota
    Angelo Mota
  • há 4 dias
  • 2 min de leitura
Secas intensas estão entre os principais efeitos do El Niño (Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil)
Secas intensas estão entre os principais efeitos do El Niño (Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil)

Especialistas da Agência Pernambucana de Águas e Clima (APAC) estão monitorando de

perto os sinais de formação do fenômeno El Niño, que deve começar a influenciar o clima do estado ainda no segundo semestre de 2026. De acordo com atualizações da NOAA (agência climática americana), a probabilidade de o evento se estabelecer entre maio e julho subiu para 82%, com chance ainda maior de persistir até o início de 2027.


O que é o El Niño?

O El Niño ocorre quando as águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial se aquecem de forma anormal. Essa mudança altera os padrões globais de circulação atmosférica, modificando regimes de chuva e temperatura em diversas partes do mundo. No Brasil, os efeitos variam por região: enquanto o Sul e partes do Sudeste tendem a registrar mais precipitações e eventos extremos, o Norte e o Nordeste costumam enfrentar redução de chuvas, temperaturas mais altas e maior risco de estiagem.

Embora a intensidade ainda seja incerta, existe a possibilidade de um evento moderado a forte — ou até um “Super El Niño”. Os próximos meses, especialmente julho e agosto, serão importantes para confirmar a evolução do fenômeno.


O que esperar em Pernambuco?

  • Início dos impactos: Os primeiros sinais podem aparecer já em julho, com efeitos mais evidentes no Sertão e no Agreste, onde as temperaturas devem subir e a umidade relativa do ar cair.

  • Pico previsto: Entre novembro/dezembro de 2026 e janeiro de 2027, coincidindo com o verão.

  • Outras regiões: Dependendo do comportamento do Oceano Atlântico, a influência pode se estender para a Zona da Mata e o litoral ao longo do período chuvoso, aumentando o risco de veranicos (períodos de seca fora de época).

  • Principais consequências: Menor volume de chuvas, pressão sobre reservatórios, desafios para a agricultura (como a cana-de-açúcar) e abastecimento de água. O Atlântico quente pode ajudar a amenizar alguns efeitos, como ocorreu em anos recentes.


Cuidados com saúde e recomendações

O tempo mais seco e quente eleva riscos de desidratação, problemas respiratórios e doenças transmitidas por água ou vetores, como a dengue. Grupos mais vulneráveis, como crianças e idosos, merecem atenção redobrada. Medidas simples incluem hidratação constante, evitar exposição ao sol entre 10h e 15h e seguir orientações da Defesa Civil.

As autoridades estaduais, em parceria com o INMET e outros órgãos, mantêm o monitoramento contínuo por meio do Monitor de Secas e recomendam que municípios elaborem planos de contingência.

O El Niño é um fenômeno natural, mas o contexto de aquecimento global pode potencializar seus extremos. O momento é de prevenção e planejamento, com economia de água, preparo do setor agrícola e ações de saúde pública.

 
 
 

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