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14/08/2026- Agreste e Sertão devem sentir mais os efeitos do El Niño em Pernambuco

  • Foto do escritor: Angelo Mota
    Angelo Mota
  • há 1 dia
  • 2 min de leitura

Especialistas alertam que as regiões do Agreste e do Sertão de Pernambuco tendem a ser

as mais vulneráveis aos impactos do El Niño previsto para 2026 e 2027. O fenômeno, caracterizado pelo aquecimento das águas do Oceano Pacífico Equatorial, costuma reduzir as chuvas no Nordeste e elevar as temperaturas.


Segundo a pesquisadora Francis Lacerda, do Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA), o Semiárido e o Agreste enfrentam maior risco de seca prolongada e ondas de calor. Em episódios intensos do passado, algumas áreas do Sertão do São Francisco chegaram a registrar queda de quase 80% no volume de precipitações em relação à média histórica.


Os principais efeitos esperados incluem:

  • Aumento no número de dias seguidos sem chuva

  • Elevação das temperaturas e redução da umidade do ar

  • Maior evaporação e pressão sobre os reservatórios

  • Estresse térmico nos rebanhos, com possível queda na produção de leite (concentrada no Agreste)

  • Prejuízos à agricultura familiar e às pastagens

A meteorologista da Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac), Edvânia Santos, indica que o Sertão e o Agreste devem perceber primeiro o aumento do calor e a secura do ar, já a partir do segundo semestre de 2026. O pico do fenômeno, caso se intensifique, é projetado para novembro e dezembro de 2026 e janeiro de 2027.


Há previsão de intensidade moderada a forte, com possibilidade de evolução para um episódio muito intenso. Os reflexos econômicos mais significativos, como redução de safras e pressão sobre preços de alimentos, devem aparecer com mais força a partir de 2027.

Órgãos de monitoramento acompanham a evolução do fenômeno e recomendam medidas preventivas de manejo hídrico e agropecuário.

 
 
 

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