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11/09/2026- Trabalhadores dos Correios começaram nesta sexta-feira (11) uma greve nacional por tempo indeterminado.

Foto do escritor: Angelo Mota
Angelo Mota
há 1 dia
2 min de leitura
Agências dos Correios (Reprodução / Direção Concursos)
Agências dos Correios (Reprodução / Direção Concursos)

A decisão saiu das assembleias realizadas na noite de quinta-feira (10) em quase todo o país. Cerca de 35 bases sindicais aprovaram a paralisação depois que as negociações da campanha salarial terminaram sem acordo. A greve começou por volta das 22h de quinta. No Acre, a votação ainda estava marcada para esta sexta.


Por que a greve

O ponto central do impasse é o plano de saúde de funcionários, aposentados e dependentes. A empresa quer mudar sua condição de mantenedora do benefício — ou seja, deixar de ser a responsável principal pelo custeio e pela estrutura do plano. A categoria rejeita a mudança por temer que isso prejudique o financiamento e a garantia da assistência médica.


Além disso, os trabalhadores reivindicam:

  • Manutenção da gratificação de 70% nas férias

  • Manutenção do pagamento de 200% pelo trabalho em dias de repouso

  • Recomposição salarial e preservação de outros direitos

A Findect (federação que reúne os sindicatos) diz que as rodadas de negociação, inclusive com mediação no TST, não avançaram o suficiente e que a categoria cobra uma proposta que proteja os direitos conquistados.


O que dizem os Correios

A estatal afirma que ativou um plano de contingência (Plano de Continuidade de Negócios). As medidas incluem remanejamento de equipes e reforço nas operações para tentar manter as entregas e o atendimento com o menor impacto possível. Segundo a empresa, a proposta apresentada cobria 78 das 80 cláusulas do acordo coletivo, com reajuste de 100% do INPC nos salários e benefícios (a partir de 1º de agosto) e manutenção da assistência à saúde.


Contexto

A paralisação ocorre em um momento delicado para a empresa, que acumulou prejuízo de cerca de R$ 5,6 bilhões só no primeiro semestre de 2026 e já completa 15 trimestres seguidos no vermelho. A estatal busca um novo empréstimo e tenta implementar um plano de reestruturação.

Adesões já foram confirmadas em diversos estados. O tamanho do impacto nas entregas e nas agências vai depender da adesão local e da eficácia das medidas de contingência adotadas pela empresa.

 
 
 

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