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10/03/2026-Irã intensifica confronto e ameaça barrar todo petróleo do Golfo Pérsico até o fim dos ataques

  • Foto do escritor: Angelo Mota
    Angelo Mota
  • há 24 horas
  • 2 min de leitura
Colunas de fumaça se elevam do local dos ataques aéreos perto da Torre Azadi, na zona oeste de Teerã, em 10 de março de 2026. (ATTA KENARE/AFP)
Colunas de fumaça se elevam do local dos ataques aéreos perto da Torre Azadi, na zona oeste de Teerã, em 10 de março de 2026. (ATTA KENARE/AFP)

Nesta terça-feira (10 de março de 2026), o governo iraniano elevou o tom no conflito em curso com Estados Unidos e Israel, declarando que manterá as ações militares pelo tempo que for preciso e impedirá qualquer exportação de petróleo da região do Golfo enquanto os bombardeios persistirem.

Declarações oficiais do Irã

  • O chanceler Abbas Araghchi afirmou, em entrevista à PBS News, que Teerã está pronto para prosseguir com lançamentos de mísseis contra alvos americanos e israelenses "pelo tempo necessário e sempre que for necessário", descartando negociações imediatas.

  • A Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), por meio de seu porta-voz Ali Mohammad Naini, reforçou: as forças armadas iranianas não permitirão a saída de um único litro de petróleo do Golfo para os EUA, Israel ou seus aliados "até novo aviso".

  • A ameaça foca no Estreito de Ormuz, rota crítica por onde passa cerca de 20% do petróleo e do gás natural liquefeito consumidos globalmente. O Irã já anunciou o fechamento prático da passagem desde o início do conflito (final de fevereiro/início de março), com alertas de ataques a navios que tentem atravessá-la.

Essa posição surge como retaliação aos ataques aéreos e de mísseis dos EUA e Israel contra instalações militares e infraestruturas iranianas, que já duram cerca de 10 dias.

Resposta de Donald Trump e dos EUA

O presidente americano Donald Trump reagiu com firmeza em postagens no Truth Social e em declarações públicas:

  • Ameaçou responder com "vinte vezes mais força" caso o Irã interfira no fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz.

  • Usou expressões duras como "morte, fogo e fúria", afirmando que os EUA poderiam tornar impossível a reconstrução de certas capacidades iranianas.

  • Apesar das ameaças, Trump indicou otimismo, dizendo que o conflito "terminará em breve" ou "muito em breve", e mencionou conversas "positivas" (incluindo com a Rússia) para suspender algumas sanções ao petróleo de certos países, possivelmente visando estabilizar os mercados.

O Pentágono, por sua vez, antecipou que esta terça-feira seria um dos dias mais intensos de operações militares contra o Irã.

Consequências no mercado de energia

O bloqueio efetivo ou a ameaça sobre o Estreito de Ormuz já gerou forte instabilidade:

  • Preços do barril de petróleo ultrapassaram US$ 100-120 em picos recentes.

  • Centenas de petroleiros estão parados na região, com produtores do Golfo (Arábia Saudita, Emirados Árabes, Qatar) interrompendo extrações por falta de escoamento e riscos de armazenamento.

  • Algumas rotas alternativas são testadas, mas não compensam o volume do estreito.

  • Analistas observam que o salto nos preços foi menos dramático do que em crises anteriores, possivelmente devido a estoques globais elevados e expectativas de resolução rápida.

O Irã também propôs passagem livre pelo estreito para nações que rompam laços diplomáticos com EUA e Israel, uma estratégia para isolar os adversários.

Essa escalada representa um dos maiores desafios energéticos recentes, com riscos de impactos em commodities como fertilizantes e alumínio, além de pressões inflacionárias globais. A situação evolui rapidamente — acompanhe fontes oficiais para atualizações.

 
 
 
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