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08/09/2026- Retomada do monitoramento de tubarões na RMR começa com avaliação positiva e prevê 100 saídas em dois anos

Foto do escritor: Angelo Mota
Angelo Mota
há 2 dias
2 min de leitura

O monitoramento científico de tubarões no litoral da Região Metropolitana do Recife voltou a ser realizado depois de 11 anos de interrupção. A primeira expedição, de caráter experimental, ocorreu no início de setembro de 2026 e foi considerada um começo promissor pela equipe responsável.


O coordenador do Projeto Ecotuba, da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), Paulo Oliveira, destacou que a saída piloto permitiu testar embarcação, equipamentos e a metodologia de trabalho. Mesmo sem capturas na primeira tentativa, o balanço foi positivo e abriu caminho para as próximas operações. A previsão é realizar cerca de 100 expedições ao longo de 24 meses.


O projeto tem como metas principais mapear as áreas de circulação dos animais, acompanhar seu comportamento e gerar dados que auxiliem na prevenção de incidentes com banhistas, além de contribuir para a conservação marinha. O foco está nas espécies mais associadas aos registros históricos na região, como o tubarão-tigre e o tubarão-cabeça-chata.


Os pesquisadores utilizam técnica de pesca com espinhel para capturar os animais, implantam transmissores (telemetria acústica) e coletam informações biológicas antes de devolvê-los ao mar. A meta é marcar até cerca de 50 tubarões no período. O investimento total chega a aproximadamente R$ 2,052 milhões, com recursos da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (por meio da Facepe) e do Fundo Estadual de Meio Ambiente, em parceria com a Secretaria de Meio Ambiente, Sustentabilidade e de Fernando de Noronha.

A iniciativa também prevê ações de educação ambiental e ciência cidadã. A equipe da UFRPE já desenvolve monitoramento semelhante em Fernando de Noronha, o que reforça a experiência técnica aplicada agora na orla da RMR.


A retomada preenche uma lacuna de dados iniciada em meados da década passada e ocorre em um contexto de novos registros de incidentes em 2026. Os resultados devem subsidiar a revisão de zonas de risco e o aprimoramento das estratégias de segurança aquática no litoral pernambucano.

 
 
 

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