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07/02/2026- Flagrante chocante: peixes mortos arrastados por lixo no centro do Recife

  • Foto do escritor: Angelo Mota
    Angelo Mota
  • há 26 minutos
  • 2 min de leitura
Peixes mortos no Rio Capibaribe (Foto: Crysli Viana/DP Foto)
Peixes mortos no Rio Capibaribe (Foto: Crysli Viana/DP Foto)

Um flagrante preocupante viralizou nas redes sociais nesta sexta-feira (6 de fevereiro de 2026): vários peixes mortos foram flagrados boiando e sendo levados pela correnteza do Rio Capibaribe, especificamente na região da Rua da Aurora, bairro Santo Amaro, no centro do Recife. As imagens mostram os animais misturados a folhas secas, plásticos, garrafas e outros detritos flutuantes, destacando o sério nível de contaminação do rio.

O vídeo e as fotos, compartilhados por moradores e perfis locais, provocaram indignação entre os internautas, que apontam a poluição crônica como culpada principal. A suspeita mais comum é a falta de oxigênio dissolvido na água (condição conhecida como hipóxia), provocada pelo lançamento constante de esgoto não tratado, resíduos orgânicos e lixo urbano/industrial.


Posicionamento das autoridades

Procurada pelo Diario de Pernambuco, a Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH) informou que, até o momento da reportagem, não havia recebido denúncia oficial sobre o caso. No entanto, uma equipe de fiscalização foi deslocada ao local neste sábado (7) para vistoria presencial, coleta de amostras da água e investigação das possíveis causas – que podem incluir poluição aguda, contaminação química ou efeitos cumulativos.

O Rio Capibaribe, que corta a capital pernambucana, continua classificado com qualidade ruim em avaliações ambientais recentes. Relatórios apontam piora nos últimos anos, com altos índices de coliformes fecais, matéria orgânica em decomposição e metais pesados. Nenhum rio monitorado em Pernambuco alcançou classificação "ótima", e o trecho urbano do Capibaribe é considerado o de maior risco para a saúde pública e para a vida aquática.


Problema histórico e agravantes

Mortes em massa de peixes no Capibaribe não são novidade: episódios semelhantes já foram registrados em anos anteriores, quase sempre ligados ao despejo irregular de poluentes. As chuvas intensas recentes em Pernambuco podem ter contribuído para o episódio atual, ao arrastar mais lixo e aumentar a turbidez, o que reduz ainda mais a oxigenação da água.

Esse tipo de cena reforça a necessidade urgente de intervenções concretas, como ampliação do saneamento básico na bacia do rio, maior rigor na fiscalização de despejos ilegais e retomada de projetos de limpeza e revitalização. O Capibaribe é ícone do Recife, mas seu estado atual reflete décadas de descaso ambiental.

Se você presenciar algo similar ou quiser denunciar, use os canais oficiais da CPRH (disque-denúncia ambiental ou site da agência) ou da prefeitura. A cobrança coletiva pode pressionar por mudanças reais!

 
 
 
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