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06/03/2026- Data Magna lembra quando Pernambuco foi república soberana por 75 dias na Revolução de 1817

  • Foto do escritor: Angelo Mota
    Angelo Mota
  • há 4 horas
  • 2 min de leitura
Revolução de 1817 (Foto: Divulgação)
Revolução de 1817 (Foto: Divulgação)

Hoje, 6 de março de 2026, Pernambuco festeja a Data Magna, feriado estadual que evoca um dos episódios mais audaciosos da história do Brasil: a Revolução Pernambucana de 1817, conhecida também como Revolução dos Padres. Há exatos 209 anos, nesse mesmo dia, o levante irrompeu no Recife, levando a província a se declarar uma república autônoma por cerca de 75 dias.


As raízes do movimento estavam na forte insatisfação com o jugo colonial português: tributos excessivos, domínio de lusitanos em cargos chave, a grave seca de 1816 que agravou a fome e a pobreza, somadas às influências das ideias iluministas, liberais e republicanas vindas de fora. O estopim ocorreu quando o capitão José de Barros Lima, apelidado de "Leão Coroado", matou o brigadeiro português Manoel Joaquim Barbosa de Castro ao resistir a uma ordem de prisão por suspeita de conspiração.


Em questão de horas, os insurgentes dominaram o Recife, afastaram o governador e formaram um governo provisório. Declararam a república, criaram uma bandeira própria (base da atual de Pernambuco), aprovaram uma Lei Orgânica que assegurava liberdades como imprensa, expressão e crença religiosa, e enviaram emissários para tentar apoio externo. Durante esse tempo curto, Pernambuco viveu como nação independente — uma das pioneiras experiências republicanas nas Américas e um sinal antecipado das batalhas pela independência brasileira em 1822.


O fim veio em 20 de maio de 1817, após cerca de 75 dias, com a chegada de forças portuguesas e do Rio de Janeiro, que reconquistaram a região. A retaliação foi dura: prisões em massa, julgamentos acelerados e execuções de figuras centrais como Domingos José Martins, Padre Miguelinho, Padre Roma, Cruz Cabugá, Leão Coroado, Vigário Tenório e outros, muitos deles supliciados publicamente no Campo da Honra (hoje Praça da República).


Mesmo breve, essa revolta deixou marcas profundas na alma pernambucana. No Recife, ruas e avenidas batizadas com nomes desses heróis mantêm a lembrança viva no cotidiano, lembrando que a luta por autonomia e liberdade começou bem antes da separação oficial do Brasil de Portugal.

 
 
 

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