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05/08/2026- Pernambuco tem alta de notificações de dengue em 2026; sorotipo 3 preocupa autoridades

  • Foto do escritor: Angelo Mota
    Angelo Mota
  • há 12 horas
  • 2 min de leitura


Pernambuco acompanha de perto a situação das arboviroses em 2026. Dados da Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) mostram oscilações no número de notificações de dengue ao longo do ano, com períodos de leve aumento e outros de estabilidade ou redução em relação a 2025.

Em um dos boletins mais recentes de maio de 2026, o estado apontou alta de 10,6% nas notificações de dengue entre janeiro e maio, em comparação com o mesmo intervalo do ano anterior. Foram registrados cerca de 20 mil casos notificados, dos quais pouco mais de 3,5 mil foram confirmados, incluindo centenas de casos graves. O crescimento foi associado, em parte, à circulação do sorotipo 3 do vírus da dengue, considerado mais agressivo e para o qual grande parte da população ainda tem baixa imunidade.

Em outros períodos do ano, no entanto, os números apresentaram estabilidade ou pequenas quedas. Em 2025, o estado havia registrado reduções significativas nas notificações em relação a 2024, com percentuais de queda que chegaram a superar 45% em vários boletins epidemiológicos.

A distribuição municipal continua desigual. Em diferentes momentos de 2026, dezenas de cidades apresentaram baixa incidência, enquanto um grupo menor de municípios se manteve em nível médio ou alto. A SES-PE reforça que os dados são provisórios e sujeitos a atualizações, conforme avançam as investigações e confirmações laboratoriais.

Além da dengue, o monitoramento inclui chikungunya, zika e febre do Oropouche. As autoridades sanitárias mantêm o alerta para a eliminação de criadouros do mosquito Aedes aegypti, principal vetor dessas doenças.

Medidas de prevenção recomendadas

  • Eliminar água parada em recipientes, calhas, vasos e pneus

  • Manter caixas d’água e reservatórios bem fechados

  • Usar repelente e telas de proteção

  • Procurar atendimento médico ao apresentar sintomas como febre alta, dores no corpo, dor de cabeça intensa, náuseas ou manchas na pele

A vigilância epidemiológica e as ações de controle vetorial seguem intensificadas nos municípios, especialmente naqueles com maior incidência. A população é orientada a colaborar com as equipes de saúde e a manter os cuidados preventivos o ano todo, já que as condições climáticas do Nordeste favorecem a proliferação do mosquito.

 
 
 
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