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03/11/2026- Projeto de lei que amplia comércio no Sítio Histórico de Olinda gera mobilização de moradores

Foto do escritor: Angelo Mota
Angelo Mota
há 2 horas
2 min de leitura

Proposta em tramitação na Câmara Municipal altera regras de ocupação de áreas residenciais da Cidade Alta e permite funcionamento regular de bares e estabelecimentos comerciais. Entidade de defesa do patrimônio e vereadora criticam a falta de estudos e convocam população para acompanhar a votação.


Um projeto de lei em discussão na Câmara Municipal de Olinda provocou reação entre moradores e entidades de defesa do patrimônio. O Projeto de Lei Ordinária (PLO) nº 44/2026 altera a Lei Municipal 4.849/1992 e amplia os limites do Setor de Interesse Turístico no Sítio Histórico.


Na prática, a mudança abre espaço para o funcionamento regular de bares e outros estabelecimentos comerciais em trechos da Cidade Alta que hoje têm perfil predominantemente residencial. O novo perímetro inclui trechos que vão da Praça do Carmo, passando pela Rua do Bonfim e Rua João Alfredo, até a Praça Dantas Barreto, além de toda a Rua do Sol e do entorno do Fortim de São Francisco.


A proposta, apresentada pela Presidência da Câmara, motivou questionamentos da vereadora Eugênia Lima (PT). Ela defendeu que alterações desse porte não deveriam avançar sem estudos técnicos e participação dos segmentos afetados, especialmente dos moradores das áreas residenciais.


A Sociedade Olindense de Defesa da Cidade Alta (Sodeca) também se posicionou. Em comunicado, a entidade afirmou que a mudança, da forma como está redigida, pode fortalecer casas de eventos e colocar em risco a proteção do patrimônio histórico, a organização urbana e a qualidade de vida de quem mora na região. Com o lema “Não vamos mais nos calar!”, a Sodeca convocou a população para acompanhar a sessão desta terça-feira (3), às 10h, na sede do Legislativo.


A discussão ocorre em um momento em que o Sítio Histórico de Olinda, reconhecido como Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco, já enfrenta tensionamentos relacionados ao equilíbrio entre atividades comerciais, turismo e uso residencial. Nos últimos meses, o Tribunal de Contas de Pernambuco chegou a determinar medidas para reforçar a fiscalização de estabelecimentos e o cumprimento das regras urbanísticas na área.


Até a publicação desta matéria, o projeto seguia em tramitação e a votação estava prevista para esta terça-feira.

 
 
 

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